quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Ventos turbulentos no qual estou lendo. Desabafos de um morto part. 1

Criando o amor, é isso que eu sinto que está começando. Amor é tão bom de se criar, tem tanto calor que lembra o almoço bom de um domingo.
Tenho tantas esperanças nele, estou tão feliz em falar dele. Ele sempre foi algo que eu busquei.
Veio para mim mas nunca se apresentou, estava dentro de mim, entretanto não existia. Amo só de gostar de amar.

Amar não significa gostar muito de uma pessoa. Meu amor não é esse. Meu amor é diferente. Lembro de ter escrito em outro texto sobre as cores do amor. Meu amor não tem cor, e ele é diferente do "só amor".
Não sei amar do jeito que vejo em tv's, musicas e etc. Amo tanto de um jeito que não sei o outro jeito de como é amar. Meu amor não é por gosto, sabor, cheiro, valor, ou nada disso de se vê nos livros.

Não quero falar de um grande amor, um grande amor que aprendemos que devemos sentir. Quero falar de um amor que se sente por que se sente. A vida não me ensinou, não existiu treino. Mas a felicidade esta dentro do coração jovem. Amei sem sonhar, amo sem pensar, gosto de sentir.

Quando era pequeno eu achava que amor era quando meu irmão deixava eu ajudar a minha cama na dele, e colocar a minha perna por cima da perna dele por um "tic" meu de não conseguir dormir sozinho. E eu quando era criança simplesmente era um gênio em amar, e isso que eu achava era o que é amor. É o meu amor.

Também quando era criança, mesmo sem ter infância, eu sabia o que era amar. Chorava ao olhar a vida de algumas pessoas, em observar o jornal e perceber os crimes e dor de pessoas, eu chorava... Eu chorava quando existiam acusações falsas, brigas e derrotas. Eu sentia as pessoas, e eu amava elas. mas...

Mesmo criança, quando cresci. Algo que aconteceu em uma manha que chovia fez muita diferença em minha vida. Não entendo quais são os planos de Deus, ou se deus realmente tinha algum plano ou ligasse para o que aconteceria com as pessoas. Mas eu tenho certeza que ninguém merecia ver o que uma criança dessas viu, ou sentir tanto medo quanto ela viu. Ela sairá antes de casa para ir ao um fliperama, e não imagina que nem na metade de seu caminho o verdadeiro jogo que ela viria terminar era o da vida.

Todos os sonhos foram acabados, tudo na vida mudou. Até a manhã fria e chuvosa que a criança observava e gostava ficava cada segundo mais fria. Era dia, mas para mim passou a ser noite, e a noite passou a ser todos os dias. O caminho que fazia agora era o do retorno para casa, tinha jogado seu dinheiro para o jogo fora, não chorava. No seu rosto havia algo pior que a dor que faria alguém chorar. O próximo passo que a criança fez não se pode escrever, é algo que uma criança não faz, foi algo que nem vi em filme e foi uma coisa madura demais, tanto que doía de verdade.

Cheguei em casa, era sábado (lembrei). Minha mãe não perguntou nada por que no sábado como meu pai não ia trabalhar ela costumava acordar um pouco mais tarde. Cheguei e ela tava ainda no quarto. Tomei um banho, fui pro quarto, antes de dormir olhei para o meu irmão e lembrei de algumas palavras que ouvirá mais cedo, ainda não chorei. Vi a morte, tanta coisa em mim morreu. Morreu até a ultima que se morre, morreu também o que sentia pelas pessoas, tenho certeza que eu morri também. Minha mãe perguntou depois que acordou o por que eu fui dormir, começou a saga da mentira.

Não sou infeliz, não sou feliz. Sou uma criatura imparcial que acha muita coisa e que tem medo de varias outras que acha. Mas mesmo assim estou alegre por que acho que encontrei pessoas que me amam e me espelho em amar.

Guarde tudo que você viu e achou que viu para você. Não tire conclusões, sou só uma criança que sabe digitar e que não sabe de muita coisa.

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